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O papel da geofísica na arqueologia: o GeoRadar

Updated: Apr 27

A prospeção geofísica pode integrar-se, lato senso, em dois grupos: um baseado no registo e interpretação de ondas, como por exemplo, a prospeção sísmica e o Georadar e, outro assente no registo de potenciais, como a magnética, a indução eletromagnética, a resistividade elétrica ou a gravimetria.


Georadar

Cada método é diferente, tendo sido desenvolvido para obter informações acerca de diferentes propriedades. Embora os resultados sejam interpretados com base nas leis e princípios da Física, a verdade é que podem dar origem a várias interpretações.


De entre as várias técnicas, distinguimos na identificação de sítios arqueológicos ou objetos de valor histórico o Ground Penetrating Radar (GPR) ou Georadar (radar de penetração do solo). Trata-se de um método de emissão de ondas eletromagnéticas (EM), através de pulsos de alta frequência (tipicamente variáveis entre 10 e os 1200 MHz) que são disparados para o subsolo por uma antena transmissora.


trabalhos de prospeção georadae

As propriedades elétricas dos materiais como – condutividade elétrica e permissividade elétrica – juntamente com a frequência do sinal, permitem a propagação do sinal no subsolo e a profundidade de alcance da onda, potenciando o mapeamento de estruturas e infraestruturas (2D e 3D), feições geológicas, vazios, solos, etc.


No que toca às vantagens, o Georadar proporciona informação bidimensional e tridimensional, de alta resolução, acerca de "anomalias" no subsolo. Porém, este instrumento quando comparado com sensores integrados em plataforma aérea ou em outros equipamentos terrestres, de base passiva, mostra-se mais moroso, com consequente impacto na rapidez de disponibilização da informação.

Igreja romanica Canas de Santa Maria

A título de exemplo, a aplicação de prospeção geofísica passiva, como a prospeção magnética, mostra-se mais expedita na implementação, processamento e obtenção de resultados, ainda que apresente como maiores desvantagens a sua relativa baixa resolução (quando comparada com o GPR), bem como a dificuldade e/ou impossibilidade de aplicação em locais com elevada carga magnética como, por exemplo, na presença de linhas elétricas, ambiente com muita contaminação metálica (contemporânea) e/ou em locais urbanos.

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